Caos

Eu não sei se consigo explicar-te. Talvez o que eu sinta seja profundo demais, antigo demais – incompreensível demais.

Sim, tu não pode me compreender. Talvez esse seja o ponto: tu terás que contentar-te em contemplar. Contemplar os sorrisos, as loucuras, as tristezas e os medos, sem, contudo, tentar compreende-los.

Achas que isso te é possível? Tu conseguirias conviver com alguém que não compreende?

Sim, eu espero que tu entendas e não ultrapasse esse ponto. Entender que nunca me entenderá já é o suficiente. E além do mais, isso seria a prova que eu preciso: tu me quereres sem motivo algum.

Sim, não teria eu motivos para desconfiar de ti. Eu concordo. Só não confio em ninguém, mon cher. A minha natureza caótica, como eu disse, não permite explicações: apenas pede aceitação.

Tu podes me aceitar?

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